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House de vendas ou imobiliária parceira: quanto custa cada venda

A corretagem costuma ser o maior custo comercial de um lançamento. Compare os dois modelos e veja quando faz sentido ter equipe própria.

Quando se fala em custo de vender um empreendimento, a verba de mídia costuma levar a culpa. Na maioria dos lançamentos, porém, o item mais pesado é outro: a comissão paga pela intermediação. Decidir quem vende é uma das escolhas de maior impacto na margem.

Os dois modelos

Imobiliárias parceiras

A incorporadora abre o produto para imobiliárias e corretores autônomos, que recebem um percentual sobre cada venda. O valor varia conforme a praça e o acordo.

Pontos fortes: não há custo fixo, a carteira de clientes dos corretores entra no jogo e a força de vendas escala rápido no lançamento.

Pontos fracos: o custo por venda é alto, a incorporadora tem pouco controle sobre o atendimento e o corretor divide a atenção com outros produtos. O lead que você pagou para gerar pode ser atendido com atraso ou oferecido a um concorrente.

House de vendas

A incorporadora monta uma estrutura própria: alguém dedicado ao primeiro atendimento e corretores trabalhando só o seu produto.

Pontos fortes: custo por venda menor, atendimento padronizado, dados dentro de casa e foco total no empreendimento.

Pontos fracos: existe custo fixo, é preciso gerir a equipe e, principalmente, é preciso gerar demanda. Uma house sem fluxo de leads é só folha de pagamento.

A conta

Em um empreendimento com VGV de R$ 30 milhões, cada ponto percentual de comissão representa R$ 300 mil. A diferença entre os modelos, portanto, é contada em centenas de milhares de reais.

No case do High Contorno, as vendas vieram de uma operação própria de atendimento alimentada por mídia. A economia em corretagem foi de R$ 940 mil, com R$ 35 mil investidos em anúncios.

A conta não é só comissão contra salário. Coloque na planilha:

  • Remuneração fixa e variável da equipe interna.
  • Verba de mídia necessária para alimentar essa equipe.
  • Ferramentas: CRM, telefonia e automação.
  • Gestão: alguém precisa acompanhar indicadores e treinar o time.

Quando a house faz sentido

  • O VGV é grande o bastante para diluir o custo fixo.
  • Existe uma operação de marketing capaz de gerar leads qualificados com constância.
  • Há processo: CRM organizado, tempo de resposta medido e roteiro de atendimento.
  • A incorporadora tem ou pretende ter lançamentos em sequência, para manter a equipe ocupada.

Quando manter as parceiras

  • Empreendimento pequeno ou isolado, sem perspectiva de continuidade.
  • Praça onde a venda depende muito de relacionamento local.
  • Falta de alguém para gerir a equipe no dia a dia.

O modelo híbrido

Muitas incorporadoras combinam os dois: a house atende os leads gerados pela mídia própria e as imobiliárias vendem para as carteiras delas. Funciona, desde que a regra de origem do cliente seja clara e registrada.

Um ponto de atenção: a intermediação da venda deve ser feita por corretor com registro no CRECI. Quem faz o primeiro atendimento qualifica e agenda. A negociação fica com o corretor habilitado.

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